Por Kátia Simões - 11/11/2013
· 1Com uma política de valorização salarial e retenção de talentos, o Grupo ABC tem procurado reduzir a taxa de rotatividade para abaixo da média. Falamos com o presidente, Valdemar Amaral, para saber os detalhes
Prestes a completar 31 anos de história, o Grupo ABC, com sede em Divinópolis, Minas Gerais, soma 24 lojas, que, juntas, garantiram à rede em 2012 um faturamento de R$ 648 milhões – crescimento real próximo a 12% –, além de quatro centros de distribuição. Para o presidente, Valdemar Amaral, os números são resultado direto dos investimentos em pessoas. São nada menos que 3.530 funcionários. Desses, 549 com mais de cinco anos de casa. Em entrevista a SM, Amaral conta o que o ABC faz para manter o turnover anual em torno de 42% a 48%. Embora ainda alto, a taxa está abaixo da média de 56% para cargos operacionais de loja, apurado pelo consultoria Hay Group. Confira:
Qual o índice de turnover do ABC?
Atualmente, o índice mensal é de 3,5% a 4%. É inferior aos padrões nacionais, mas ainda assim quatro pontos percentuais acima do de 2012.
Em que cargos o turnover é mais alto, e por quê? O que o ABC faz para reduzir a taxa?
A linha de frente, especialmente os cargos de operador de caixa e embaladores, é a que registra maior giro de funcionários. Temos investido em treinamento de liderança, reuniões com os encarregados e acompanhamento dos funcionários em conjunto com o encarregado a fim de reduzir esses números. Uma das propostas estudadas é a mudança da escala de trabalho para 12 h x 36 h, já em negociação com o sindicato da categoria, além da premiação das operadoras de caixa por qualidade no atendimento. É importante ressaltar, porém, que esses cargos geralmente são ocupados por jovens na faixa de 16 a 25 anos, que muitas vezes buscam novas colocações no mercado.
Em que cargos o turnover é menor? Como a rede age para reter funcionários?
Sem dúvida, o turnover é menor nas áreas administrativa e comercial. Para reter funcionários, o ABC tem investido em vários projetos e em muito treinamento. Entre as iniciativas realizadas estão a preparação de lideranças, recrutamento interno, reuniões pautadas em melhorias, ações e incentivos, valorização da equipe e caixinha de sugestões. Enfim, ações que procuram qualificar o funcionário e oferecer a ele oportunidades de crescimento na empresa.
É possível tolerar um alto índice de turnover nos cargos de base, desde que os cargos de liderança, incluindo os gerenciais, sejam mais estáveis?
Não é possível não. O custo da descontinuidade é alto, mesmo no chão da loja. Não tenho dúvida de que a maior riqueza de uma empresa são as pessoas. Quando uma companhia registra um elevado índice de rotatividade na base, certamente enfrenta prejuízo financeiro. É nesse quadro que se concentra o maior número de funcionários. Os cargos de liderança não giram tanto. Além do desembolso em indenizações, novas contratações e treinamentos, o alto turnover acarreta outros problemas, igualmente graves: a perda de identidade da função e o tempo perdido na reposição de cada funcionário. Esses entraves comprometem a operação e o atendimento ao consumidor. Costumamos negligenciá-los, mas eles se refletem diretamente nas vendas e nos custos.
Vendas reais dos supermercados sobem 7,93% em outubro
Em comparação com o mesmo mês de 2012, as vendas reais do setor supermercadista subiram 7,93% em outubro. Os dados são da Abras (Associação Brasileira de Supermercados). O índice já foi deflacionado pelo IPCA do IBGE. Em relação a setembro, a alta foi de 5,24%. No acumulado do ano até outubro, as vendas reais cresceram 5,23% ante igual período de 2012.
De acordo com a Abras, o resultado de outubro ficou acima das expectativas dos empresários do setor. O vice-presidente da entidade, Márcio Milan, anunciou nova revisão de metas para 2013 e disse que o setor deve terminar o ano com um aumento real das vendas entre 5% e 5,2% na comparação com 2012.
A associação já havia revisado para cima a previsão para o ano em agosto, quando a expectativa subiu para 4,5%. Milan destacou o menor índice de desemprego de todo o ano, que contribui para o consumo. No ano passado, o setor apresentou alta de 5,3% em relação a 2011.
Fonte: Valor Econômico
De acordo com a Abras, o resultado de outubro ficou acima das expectativas dos empresários do setor. O vice-presidente da entidade, Márcio Milan, anunciou nova revisão de metas para 2013 e disse que o setor deve terminar o ano com um aumento real das vendas entre 5% e 5,2% na comparação com 2012.
A associação já havia revisado para cima a previsão para o ano em agosto, quando a expectativa subiu para 4,5%. Milan destacou o menor índice de desemprego de todo o ano, que contribui para o consumo. No ano passado, o setor apresentou alta de 5,3% em relação a 2011.
Fonte: Valor Econômico

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